Votação da reforma da previdência é adiada após protesto de servidores

Votação da reforma da previdência é adiada após protesto de servidores

Postado em: 23 de novembro de 2017

Votação da reforma da previdência é adiada após protesto de servidores

A presidente do Sigeasfi, Luíza Helena Haddad Coutinho, junto com sindicalistas de outras categorias, estiveram na sessão da Assembleia Legislativa desta quinta-feira (23). Os servidores lotaram o plenário da Casa de Leis em protesto contra a reforma da previdência. Até mesmo, a área restrita aos deputados foi ocupada pelos manifestantes. A sessão foi suspensa e a votação do projeto foi adiada para a próxima terça-feira (28).

Durante o protesto, um grupo de sindicalistas, que integra o Fórum de Servidores Públicos, se reuniu com os parlamentares. O projeto aprovado, em primeira votação, na última terça-feira (21), incorporou emendas e escalonou o aumento da contribuição previdenciária do servidor em 12% para 2018, 13% para 2019 e 14% até 2020.

Os servidores querem que esse aumento da alíquota seja aplicado apenas a quem ganha acima do teto da previdência, que é de R$ 5,5 mil. Cerca de 80% do funcionalismo recebe abaixo deste teto e teria um grande impacto no salário.

Os sindicalistas solicitaram ainda que não haja a unificação dos fundos previdenciários. No fundo criado em 2012, o saldo é de R$ 377 milhões, e no outro fundo usado para pagamento de aposentadorias e benefícios dos demais inativos, o déficit mensal é de R$ 78 milhões.

Na avaliação dos sindicalistas, se o atual sistema for mantido, um fundo poderá cobrir o outro em um prazo de três anos. Mas, se houver a unificação, os dois fundos vão se tornar deficitários em cinco meses.

Se aprovada, esta proposta do governo do Estado vai prejudicar os mais de 70 mil servidores públicos estaduais, entre ativos, inativos e pensionistas.