Mato Grosso do Sul terá grupo de trabalho para monitorar mosca do estábulo

Mato Grosso do Sul terá grupo de trabalho para monitorar mosca do estábulo

Postado em: 8 de novembro de 2017

Mato Grosso do Sul terá grupo de trabalho para monitorar mosca do estábulo

Depois de participar do 8º Workshop sobre mosca-dos-estábulos, realizado pela Embrapa e Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul), o superintendente de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, Produção e Agricultura Familiar, Rogério Beretta, trouxe o assunto para ser discutido com técnicos da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) e Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro).

A ideia é levar ao conhecimento dos técnicos o que a Embrapa vem desenvolvendo sobre o tema e tratar da criação de um grupo de trabalho para colocar a mosca do estábulo permanentemente no radar do Governo do Estado, unindo as vinculadas da Semagro (Agraer, Iagro e Imasul), a Associação dos Produtores de Bioenergia do MS (Biosul), a Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul) e a Associação dos Municípios (Assomasul).

Na oportunidade, o chefe adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Gado de Corte, Paulo Henrique Duarte Cançado, falou da experiência do grupo de trabalho formado no Estado de São Paulo, tratando inclusive das normas e destacando o envolvimento de instituições representativas do setor sucroenergético.

 

Com surtos se repetindo nos últimos anos, Paulo destacou os cinco estados mais prejudicados, sendo São Paulo com mais de cem municípios afetados; Mato Grosso do Sul com 12 municípios; Minas Gerais com oito municípios; seguidos por Goiás e Mato Grosso. Ele lembrou ainda que existem surtos não relacionados a usinas em estados como Pará, Bahia, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais.

Além dos resíduos da fazenda, ambiente natural da mosca, o uso inadequado de adubos orgânicos, como a cama-de-frango, são ambientes propícios à reprodução dos insetos. Quando a mosca sai da fazenda do pecuarista e vai para esses ambientes de resíduos agrícolas, onde não há atividade pecuária, ela tem a vantagem de não encontrar predadores naturais, como vespinhas, ácaros e predadores microscópicos (fungos e bactérias).

Na questão do controle químico da mosca-dos-estábulos, atualmente há um excesso no uso de inseticidas por pecuaristas e nas usinas o que causa ampla disseminação de resistência a piretroides. A afirmação é do pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Thadeu Barros, que está trabalhando em um projeto sobre o tema.

A mosca

De acordo com artigo escrito pelos pesquisadores Paulo Cançado e Thadeu Barros, a mosca-dos-estábulos (Stomoxys calcitrans) é comum em todo o país e se alimenta de sangue de vários animais. Os bovinos são os mais afetados, com perdas de 10% a 30% no ganho de peso e até 50% de redução na produção leiteira. A estimativa é de que os prejuízos causados por esta mosca no Brasil podem atingir 350 milhões de dólares anualmente.

Embora as infestações sejam mais comuns em gado de leite, os surtos da mosca-dos-estábulos têm sido cada vez mais frequentes também em gado de corte.

Texto e foto: Assessoria de Imprensa Iagro