Iagro confirma que ração contaminada causou a morte de rebanho em fazenda

Iagro confirma que ração contaminada causou a morte de rebanho em fazenda

Postado em: 14 de agosto de 2017

Iagro confirma que ração contaminada causou a morte de rebanho em fazenda

Em nota, a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul (Iagro) informou nesta manhã o resultado laboratorial realizado na ração, que foi oferecida ao rebanho da Fazenda Marca 7, na zona rural de Ribas do Rio Pardo. Na última semana, pecuarista encontrou 1.100 cabeças de gado mortas e teve prejuízo de mais de R$ 2 milhões.

De acordo com a Iagro, nas amostras da selagem de milho fornecida aos bovinos no confinamento foram encontradas toxinas botulínicas do tipo C e D, confirmando a suspeita do setor de Patologia Veterinária da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS).

Conforme a Iagro, é importante ressaltar que nesse caso não se trata de doença infecto-contagiosa, mas sim de uma intoxicação alimentar. A bactéria produtora da toxina está normalmente presente no ambiente e depende de condições favoráveis para se desenvolver, como matéria orgânica e alta umidade.

Essa contaminação pode ser evitada com boas práticas e cuidados na formulação, conservação e armazenamento dos alimentos a serem fornecidos aos animais.

Leia a nota técnica na íntegra:

Nota Técnica Conjunta Nº 002/2017

Assunto: Ocorrência de mortalidade de bovinos no Estado do Mato Grosso do Sul

Data: 11 de agosto de 2017

Em continuidade às ações desenvolvidas em função da ocorrência da mortalidade de bovinos confinados em propriedade rural localizada no município de Ribas do Rio Pardo-MS, a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), por meio da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul (Iagro), em conjunto com a Superintendência Federal de Agricultura em Mato Grosso do Sul (SFA/MS), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), informam:

Com relação às amostras da silagem de milho fornecida aos bovinos do confinamento, os primeiros resultados dos ensaios laboratoriais demonstraram a presença das toxinas botulínicas tipo C e D, confirmando a suspeita inicial do setor de Patologia Veterinária da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.

A presença destas toxinas no alimento dos animais, somada à investigação clínico-epidemiológica realizada na propriedade rural, permite a conclusão do caso com o diagnóstico de botulismo.

Vale ressaltar que não se trata de doença infecto-contagiosa, mas sim de uma intoxicação alimentar. O Clostridium botulinum, bactéria produtora da toxina, está normalmente presente no ambiente e depende de condições favoráveis para o seu desenvolvimento, tais como matéria orgânica, alta umidade e anaerobiose, o que pode ser evitado com boas práticas e cuidados na formulação, conservação e armazenamento dos alimentos a serem fornecidos aos animais.

Reforçamos que todos os elos envolvidos na cadeia produtiva têm o dever de notificar imediatamente toda e qualquer suspeita de doenças em animais de produção, para que sejam investigadas, minimizando possíveis prejuízos à pecuária.

SEMAGRO

IAGRO

SFA-MS/MAPA

Foto Capa: Marca Sete