Fim da vacinação contra aftosa começa ser discutida entre os estados

Fim da vacinação contra aftosa começa ser discutida entre os estados

Postado em: 20 de junho de 2018

Fim da vacinação contra aftosa começa ser discutida entre os estados

Mato Grosso é sede da 1ª reunião do Bloco V que trata das ações e do planejamento do Plano Estratégico 2017-2016 do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), que prevê a retirada total da vacinação no país até 2023. O encontro começou na terça-feira, dia 19, na sede do governo do Estado, o Palácio Paiaguás, e segue até o dia 21. Integram o Bloco V, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso e os pecuaristas deste grupo devem parar de vacinar o rebanho em 2021, com expectativa de reconhecimento internacional em 2023.

Atualmente, o Brasil é considerado, na maior parte das regiões, livre da febre aftosa com vacinação. Não há focos registrados da doença desde 2004. A intenção é retirar totalmente a vacinação do país entre 2019 e 2023, quando o Brasil deverá ser reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livre da doença sem vacinação.

O evento reunirá representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea/MT) e dos serviços veterinários dos estados integrantes, classe política, setor produtivo e industrial, sindicatos e conselhos de classe.

As diretrizes básicas do PNEFA preveem gestão compartilhada entre governos e iniciativa privada, aperfeiçoamento das capacidades do Serviço Veterinário Oficial (SVO), regionalização das ações, sustentação financeira, adequação e fortalecimento do sistema de vigilância, agilidade e precisão no diagnóstico, previsão de imunógeno (partícula, molécula estranha ou organismo capaz de induzir uma resposta imunológica) para emergências veterinárias, cooperação internacional e educação em saúde animal.

Representação de Mato Grosso do Sul

A equipe de Mato Grosso do Sul que participa do evento é formada pelo diretor-presidente da Iagro, Luciano Chiochetta; o vice-diretor da agência, Roberto Bueno; o gerente de Defesa Sanitária Animal, Rubens de Castro Rondon; a chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal, Marcia Rabelo; o coordenador do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção de Febre Aftosa e fiscal estadual agropecuário e médico veterinário, Fernando Endrigo Ramos Garcia; o superintendente da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Rogério Beretta; e o coordenador de Pecuária, Marivaldo Miranda.

Plano Estratégico

O Plano Estratégico está alinhado com o Código Sanitário para os Animais Terrestres, da OIE e as diretrizes do Programa Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (Phefa), em prol também da erradicação da doença na América do Sul.

Plano Estratégico prevê a retirada total da vacinação no país até 2023. Os estados foram divididos em cinco blocos pecuários para que seja feita a transição de área livre da aftosa com vacinação para sem vacinação. Integram o Bloco I, Acre e Rondônia, o Bloco II: Amazonas, Amapá, Pará e Roraima, o Bloco III: Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte, Bloco IV: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins, e, Bloco V: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Fonte: Diário de Cuiabá e Assessoria da Iagro / Foto: Divulgação