Estado amplia abates em 11,9%

Estado amplia abates em 11,9%

Postado em: 19 de março de 2018

Estado amplia abates em 11,9%

A indústria da carne bovina teve crescimento de 11,9% nos abates nos dois primeiros meses de 2018, em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo dados do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa) de Mato Grosso do Sul, foram abatidos 564.146 animais nos frigoríficos do Estado, o que corresponde a 60.380 cabeças a mais em comparação com os mesmos meses de 2017.

Para o presidente da Associação de Matadouros, Frigoríficos e Distribuidores de Carnes de Mato Grosso do Sul (Assocarnes), João Alberto Dias, os números apontam um ano promissor. “Geralmente, todo início de ano é fraco em termos de volume de abate e, mesmo assim, nós tivemos esse aumento de mais de 10%”, analisa. “É uma sinalização de que a economia está voltando a crescer e que temos um início de ano muito bom, com boas perspectivas”, completa.

Já na comparação entre janeiro e fevereiro de 2018, houve retração de 4,3% no total de abates, o que Dias interpreta como algo dentro da normalidade. “O primeiro trimestre do ano é o mais fraco que temos dentro da cadeia bovina. Mesmo caindo um pouco de um mês para o outro, o setor está se mantendo estável, com perspectiva de crescimento”.

O abate de aves e suínos também apresentou recuperação neste começo de ano, com aumento de 1,2% no primeiro e 24% no segundo segmento.

A segunda fase da Operação Carne Fraca, anunciada pela Polícia Federal no início de março e que divulgou esquema de fraudes em frigoríficos da BRF no País, não afetou negativamente a produção em MS. “A repercussão não foi tão grande e [a operação] foi direcionada apenas às aves”, comenta Dias.

A BRF mantém um frigorífico de aves em Dourados, mas que não foi citado nas investigações.

Fechados

No relatório de abates bovinos de MS, chama atenção a ausência de atividades em dois frigoríficos do Estado: o Bonutt Indústria e Comércio de Carnes, de Corumbá, e o Frigo Bras, de Nova Andradina.

O presidente da Assocarnes explica que os dois estabelecimentos fecharam as portas, mas o fato não está relacionado à crise ou dificuldade no setor. “Eram locais arrendados. O contrato acabou e não renovaram. É algo comum. Agora, vamos aguardar para ver se alguém dará continuidade”. Como é possível atestar pelos números, os dois frigoríficos inoperantes não interferiram negativamente no volume de abates.

Aves

O setor de aves registrou abate de 28,6 milhões de unidades no primeiro bimestre, aumento de 1,2% em relação ao ano passado, quando 228,3 milhões de aves foram abatidas.

Suínos

No caso dos suínos, o abate totalizou 307.149 animais nos dois primeiros meses do ano, avanço de 24% em comparação com o primeiro bimestre de 2017, quando foram industrializadas 246.877 cabeças.

Fonte: Correio do Estado – Foto: Divulgação/Friboi