Embargo da União Europeia afeta exportações de dois frigoríficos de Mato Grosso do Sul

Embargo da União Europeia afeta exportações de dois frigoríficos de Mato Grosso do Sul

Postado em: 23 de abril de 2018

Embargo da União Europeia afeta exportações de dois frigoríficos de Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul tem dois frigoríficos de frango na lista dos 20 brasileiros embargados pela União Europeia. A decisão do bloco econômico afeta diretamente a economia nacional e o Governo do Estado está atento aos passos do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) para minimizar os impactos.

O Governo do Estado por meio da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) esclarece que as unidades afetadas são a BRF de Dourados e a Bello de Itaquiraí e que o embargo afeta apenas as exportações de frango de ambas para a União Europeia e o frigorífico continua trabalhado normalmente.

Em todo o país, o embargo, que entra em vigor em 15 dias, afetou 20 frigoríficos distribuídos entre Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. De acordo com o Mapa, 35% das exportações brasileiras de frango vão para a União Europeia.

O secretário Jaime Verruck destaca que as consequências imediatas do embargo são a elevação de oferta de frango no mercado interno e, claro, a redução do preço para o consumidor brasileiro. “Uma informação desta causa um reordenamento no mercado, porque os descredenciados vão procurar outros destinos para seus produtos, tanto internamento quanto no exterior”.

Outro impacto já visto nos estados da região Sul, que foram os mais afetados pelo embargo, é o anúncio de férias coletivas em algumas unidades. “Os mercados nacionais e internacionais não se ajustam tão rápido as mudanças e nesse período o impacto econômico nas empresas é grande. Mas em Mato Grosso do Sul ainda não temos informações sobre possíveis férias coletivas nas unidades”, disse o secretário.

Para Jaime Verruck, a principal preocupação em Mato Grosso do Sul é que a avicultura vive um período de expansão. “As duas unidades com embargo da União Europeia estão em expansão no Estado e essa notícia, por impactar economicamente as empresas, pode retardar os investimentos que estão em andamento. Além disso, já vemos uma redução no alojamento de aves como consequência imediata”.

A avicultura tem sido um dos focos do governo do Estado desde 2015, que tem atuado junto aos produtores para atualizar os níveis de sanidade nos aviários, além de ajudar os pequenos a modernizar seus aviários, com recursos do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste).

OMC

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, anunciou que o Brasil vai recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) para retomar as exportações de carne de aves a países da União Europeia.

No último dia 19 de abril, o bloco econômico aplicou embargo à venda de aves, em especial a de frango, por parte de 20 frigoríficos brasileiros, entre eles a gigante BRF. “Nossa reclamação é que a Comunidade Europeia diz que é uma questão de saúde, mas se o Brasil pagar uma tarifa de 1.024 euros por tonelada e mandar tudo como carne in natura, entra sem nenhum problema. Então não é uma questão de saúde. E é isso que nós vamos reclamar na OMC”, explicou. Pagando a tarifa extra-cota, as exigências sanitárias quanto a salmonellas são reduzidas de 2600 tipos da bactéria para dois.

Por: Assessoria de Comunicação da Semagro e Mapa – Foto: Arquivo/Agência Brasil