Começa venda de carne bovina in natura para os EUA

Começa venda de carne bovina in natura para os EUA

Postado em: 25 de setembro de 2016

Começa venda de carne bovina in natura para os EUA

As exportações de carne bovina in natura para os Estados Unidos já começaram. Dois contêineres com o produto saíram de Mato Grosso do Sul com destino ao país. O primeiro deles, da Marfrig Global Foods, foi embarcado no último dia 18, em Bataguassu. O outro, da JBS, saiu de Campo Grande, no dia 19.

“Com a abertura do mercado norte-americano, a indústria brasileira terá uma excelente oportunidade para ocupar parte significativa da quota, sem taxação, de 64 mil toneladas destinadas ao Brasil e outros países da América Latina, uma vez que esse volume nunca foi totalmente atingido, e que alguns dos países que atualmente usam a maior parte dele terão acesso ilimitado ao mercado norte-americano a partir de 2020, como consequência da implementação do Cafta, liberando ainda mais espaço para a carne brasileira”, diz a Marfrig, em nota.

O processo de habilitação dos frigoríficos foi concluído em tempo recorde pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O acordo comercial Brasil e EUA foi firmado em 1º de agosto, depois de vários anos de negociação.

Atualmente, 14 estados livres da febre aftosa com vacinação estão aptos a vender carne in natura para o mercado norte-americano. Os Estados Unidos já são tradicionais importadores de carne industrializada do Brasil.

Os frigoríficos interessados em exportar carne bovina in natura para os Estados Unidos devem pedir a habilitação ao Mapa, desde que já tenham registro no Serviço de Inspeção Federal (SIF).

O ministério verifica se a empresa cumpre os requisitos sanitários exigidos pelas autoridades americanas. Caso a empresa atenda a todos as exigências, o ministério indica o estabelecimento aos EUA, que então faz a homologação com base no acordo de equivalência. Depois disso, a exportação da carne bovina in natura é autorizada.

“O início dos embarques para os EUA representam um importante avanço, não apenas pelo mercado relevante que se abre para a carne bovina in natura, mas também porque o aval de um dos países mais exigentes e rigorosos do mundo é dado ao produto brasileiro”, afirma José Vicente Ferraz, diretor técnico do Informa Economics Group – Consultoria e Informações em Agronegócios (IEG/FNP).

##Veja a reportagem sobre os primeiros embarques: