Associação alerta suinocultores sul-mato-grossenses para cuidados nas questões sanitárias

Associação alerta suinocultores sul-mato-grossenses para cuidados nas questões sanitárias

Postado em: 26 de outubro de 2018

Associação alerta suinocultores sul-mato-grossenses para cuidados nas questões sanitárias

Depois do registro de 115 casos da peste suína clássica no estado do Ceará, no início deste mês de outubro, além dos registros da peste suína africana na Europa, Ásia, África e na Rússia, os trabalhos da Comitê Gestor do Plano Estratégico do Programa Nacional de Febre Aftosa (PNEFA) aceleraram em Mato Grosso do Sul. Integrante do Comitê, a Asumas – Associação Sul-matogrossense de Suinocultores, alerta os produtores rurais para o máximo cuidado nas questões sanitárias.

“Estamos com o trabalho de sensibilizar os suinocultores. Precisamos alertá-los quanto às restrições de visitas às granjas, quanto a circulação de veículos e, no caso de viagem para o exterior, recomendamos o prazo de três a quatro dias após o retorno, para se ter acesso às fazendas. Evitar ao máximo o risco de entrada de agentes que possam contaminar os animais, seja com a peste suína clássica, africana, ou qualquer outra doença”, alerta o presidente da Asumas, Celso Philippi Júnior.

A iniciativa da sensibilização vem de encontro com o projeto já proposto pelo PNEFA, que busca tornar Mato Grosso do Sul reconhecido oficialmente como livre de febre aftosa, sem vacinação, no prazo de até 2023. “Desde 2005, quando tivemos o último registro de aftosa, trabalhamos intensamente em parceria com outras entidades e com o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, para o controle sanitário da nossa produção. Estamos otimistas de que nos manteremos como referência em biossegurança, e com isso, trabalharemos sob a possibilidade de abrirmos novos mercados”, completa o presidente.

Peste Suína

A peste suína africana é uma doença viral, não oferece risco à saúde humana, não sendo transmitida ao homem, mas altamente infecciosa aos animais. Javalis também podem ser atingidos e não existem vacinas.

A transmissão nos suínos e javalis se dá por meio do contato direto com animais doentes, consumo de resíduos domésticos e comerciais infectados, pela contaminação em equipamentos, veículos, roupas e sapatos. O carrapato G. Ornithodoros pode disseminar a peste suína.

Fonte: Asumas/Diego Silva – Agro Agência Assessoria

Foto: Embrapa/Nelson Morés