Apicultores de Mato Grosso do Sul recebem orientações para combate ao Pequeno Besouro das Colmeias

Apicultores de Mato Grosso do Sul recebem orientações para combate ao Pequeno Besouro das Colmeias

Postado em: 30 de janeiro de 2019

Apicultores de Mato Grosso do Sul recebem orientações para combate ao Pequeno Besouro das Colmeias

A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), órgão ligado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (SEMAGRO) do Governo de Mato Grosso do Sul, emitiu uma NOTA TÉCNICA para tratar da ocorrência do Pequeno Besouro das Colmeias no Estado. A nota detalha as medidas que buscam minimizar os prejuízos aos apicultores.

De acordo com o diretor presidente da Iagro, Luciano Chiochetta, a ocorrência do Pequeno Besouro das Colmeias foi detectada em Mato Grosso do Sul por meio de exame de Reação em Cadeia da Polimerase (PCR), conforme laudo oficial emitido pelo Laboratório Nacional Agropecuário (LANAGRO/MG), pertencente ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). A confirmação veio com a análise morfológica de amostras de besouros, realizada pelo Laboratório de Entomologia do Instituto Biológico de São Paulo.

A ideia, segundo Luciano, é minimizar os prejuízos aos mais de 800 apicultores, orientando-os conforme a Nota Técnica do Ministério que prescreve medidas para o controle da infestação. “Neste período de alerta, estamos intensificando as ações de vigilância, através do trabalho de educação sanitária e o controle de trânsito”, completou.

A coordenadora do Programa Nacional de Sanidade Apícola (PNSAp) do Estado, Noirce Lopes da Silva, orientou para que os apicultores estejam atentos, utilizem boas práticas apícolas e se não estiverem cadastrados no sistema da Iagro, o façam o quanto antes. “É fundamental que os produtores cadastrem suas colmeias aqui na agência, para que possamos passar as devidas orientações, fortalecer a atividade e juntos evitar novas infestações”.

Na nota, a Iagro orienta que a instalação dos apiários seja realizada em local de solo seco e rígido, para dificultar a multiplicação dos besouros, pede que os produtores mantenham os enxames fortes e inspecionados, adotem boas práticas de manejo apícola, como a raspagem do acúmulo de cera e própolis, substituição de favos velhos e quarentena de novas colmeias e enxames capturados.

O trânsito de colmeias ou suas partes, povoadas ou não, de uma área de ocorrência para uma área sem registro do besouro deve ser evitado. Segundo Noirce, em caso de suspeita de presença do besouro, o produtor deve avisar a agência imediatamente para que as medidas sanitárias sejam tomadas com maior rapidez.

Em Mato Grosso do Sul, estão cadastrados na Iagro 848 apicultores que trabalham com 19 mil colmeias. Nove entrepostos estão sob inspeção estadual, envasando cerca de 22 toneladas de mel por ano.

Pequeno Besouro das Colmeias

Aethina tumida é originária da África subsaariana e chegou à América pelos Estados Unidos. Em outubro de 2007, foi registrado o primeiro caso em países da América Latina, mais precisamente no México. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Pequeno Besouro das Colmeias foi oficialmente registrado no Brasil em 2016.

Conforme relatado em outra nota técnica do Ministério, em condições favoráveis de clima e susceptibilidade das colmeias e enxames fracos, o besouro pode causar danos e prejuízos. Na fase larval, alimenta-se dos produtos das colmeias (mel, favos de cria e pólen), afetando a estrutura e organização do enxame. O besouro pode viver na natureza, sobreviver até duas semanas sem comer, voar até 13 quilômetros de distância de seu ninho, sendo capaz de se dispersar rapidamente e invadir novas colmeias.

Clique aqui e confira a NOTA TÉCNICA.

Texto: Assessoria de Comunicação Iagro/ Kelly Ventorim

Fotos: Iagro